Os escritórios de advocacia estão usando cada vez mais a Inteligência Artificial para facilitar o trabalho penoso de due diligence e outros processos. O que isso pode significar para a profissão jurídica? Acompanhe o artigo. Boa leitura!

Startups e grandes empresas estão usando o aprendizado de máquina para desenterrar evidências, reconhecer cláusulas, identificar anomalias, comparar decisões e outras tarefas com muitos dados. Como explica James Ovenden, da Innovation Enterprise, “os algoritmos de aprendizado de máquina são capazes de construir modelos de computador que dão sentido a fenômenos complexos, detectando padrões e inferindo regras a partir dos dados”. Algoritmos podem analisar mais documentos em muito menos tempo do que humanos. Eles também podem ser mais confiáveis, observa Noah Waisberg, ex-advogado corporativo. Waisberg fundou a Kira Systems, fabricante do Kira, uma ferramenta de software para análise de contratos.

Os argumentos para usar a inteligência artificial para vasculhar montanhas de documentos em busca de dados relevantes são convincentes: o tédio menos demorado pode acelerar a preparação e liberar tempo para trabalhos mais interessantes, como desenvolver estratégias de litígio. Isso poderia, por sua vez, ajudar a melhorar a retenção de talentos jurídicos, um problema crescente na profissão.

A IA também pode reduzir as taxas para os clientes. A due diligence normalmente responde por até metade das taxas cobradas para assessorar em negócios, de acordo com The Economist. Nesse estágio inicial, é difícil prever a economia de custos com o uso de software de aprendizado de máquina, diz Isabel Parker, diretora de inovação jurídica da Freshfields Bruckhaus Deringer, que usa Kira. Cada caso é diferente, mas o tempo gasto na revisão de documentos pode cair em até 80%.

As empresas de software também estão desenvolvendo algoritmos de aprendizado de máquina para processos jurídicos mais sofisticados relacionados à preparação do julgamento. Lex Machina, uma startup do Vale do Silício agora propriedade do provedor de informações jurídicas Lexis Nexis, usa documentos judiciais históricos para fazer previsões sobre um caso, como o tempo de julgamento, probabilidade de sucesso e os danos potenciais.

Em um cenário mais amplo, algumas empresas de tecnologia estão visando a desintermediação na profissão jurídica, pelo menos para certas tarefas. LISA, uma ferramenta de IA britânica, ajuda as pessoas a elaborarem acordos de sigilo. Além de economizar dinheiro, isso elimina a necessidade de divulgar informações confidenciais a advogados humanos. Outros estão se concentrando na redação de documentos jurídicos relativamente simples, como aluguéis e recursos de multas de estacionamento, para ajudar as pessoas a evitar despesas legais.

Como em tantos outros setores, a questão inevitável é se a Inteligência Artificial prejudicará o emprego legal. Este é um assunto para debate. Algumas empresas prevêem a contratação de menos talentos jurídicos, enquanto outras afirmam que, se a tecnologia permitir que reduzam os honorários, os clientes consultarão seus advogados com mais frequência. Em ambos os lados há um consenso de que, embora muitas tarefas jurídicas facilmente se prestem à automação, muitas outras provavelmente sempre exigirão julgamento humano.

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Referências:

Kira Systems

Lex Machina

Machine Learning for Lawyers

Law firms climb aboard the AI wagon